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Como um idioma pode influenciar sua capacidade de economizar

Você conhece um idioma que não exija que seus falantes nativos usem marcações gramaticais para eventos futuros? Na língua alemã, por exemplo, é possível falar "chove amanhã" (Morgen regnet es). No inglês, entretanto, é preciso usar um marcador do futuro, como "will" ou "is going to", para formar a frase: it will rain tomorrow.


Como muitos idiomas precisam fazer uma distinção entre eventos do passado e do futuro, Keith Chen, um economista comportamental, decidiu investigar se uma língua pode influenciar sua capacidade de economizar.


Para entender como países com economias semelhantes possuem comportamentos de poupança diferentes, Chen analisou como os países membros da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) economizam seu PIB a cada ano. Luxemburgo, Coreia do Sul e Rússia são os 3 países com a maior taxa de poupança da OCDE, já Estados Unidos, Reino Unido e Grécia se encontram na última colocação.


Como o inglês requer mais informações em relação ao tempo dos eventos do que a língua chinesa, na qual é possível falar "amanhã chove", "agora chove", "ontem chove'', Chen levantou uma hipótese: a sua língua materna pode influenciar o seu comportamento ao longo do tempo?


Para Keith Chen, uma língua futura força seu falante nativo a tratar o futuro como algo muito distante e diferente do presente. Por isso, seria mais difícil poupar o seu dinheiro. Para comprovar sua hipótese, o economista analisou línguas "sem futuro'' e descobriu que seus falantes são alguns dos maiores poupadores de dinheiro do mundo!


De acordo com Chen, eles têm 30% mais probabilidade de economizar durante o ano do que falantes de línguas futuras. E, ao se aposentar, eles terão 25% a mais de economia.




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